Macaparana, Pernambuco, Brasil, 1952. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil, e na Espanha.
José de Souza Oliveira Filho, conhecido como Macaparana – nome de sua cidade de origem -, é pintor, desenhista e escultor. Autodidata, iniciou sua carreira como pintor figurativo. Sua trajetória profissional começou cedo, com sua primeira exposição individual aos 18 anos, em 1970, na Galeria da Empresa de Turismo de Pernambuco, em Recife. Logo em seguida, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve contato com nomes como Lygia Clark, Lygia Pape e Ferreira Gullar.
Em 1973, fixou residência em São Paulo, consolidando sua carreira com exposições individuais no MASP, no Museu de Arte Brasileira da FAAP e em diversas galerias nacionais. Macaparana representou o Brasil em importantes bienais e exposições internacionais, como a Bienal de São Paulo (1991), a Bienal do Mercosul (2015) e eventos em Paris, Miami, Buenos Aires, Madri e Varsóvia. Seu trabalho foi apresentado em instituições renomadas, como a Galerie Denise René, o Museu Lasar Segall, o Paço Imperial e o Museu Afro Brasil. Em 2009, foi lançado o livro Macaparana – formas cortadas, na Dan Galeria (São Paulo).
No início de sua trajetória artística, nos anos 1970, Macaparana realizava pinturas voltadas para a aridez de sua região natal — o sertão pernambucano. Posteriormente, o tema do ex-voto ganha força em sua pintura. Gradativamente, esse tema é abandonado, e o artista passa a reproduzir na tela apenas as texturas da madeira, em um processo crescente de geometrização. Ao mesmo tempo, surge seu interesse em construir volumes usando sobras desse material.
O encontro com a obra de Willys de Castro representa uma inflexão na produção do artista pernambucano. Inicia-se, assim, uma nova fase em sua carreira, de franco diálogo com o neoconcretismo, na qual predominam segmentos de retas e formas mais elementares, como o triângulo, o retângulo e o quadrado. Mantendo-se no campo da geometria, Macaparana ampliou o leque de materiais utilizados ao trabalhar com poliestireno, acrílico e aço, a partir dos anos 2000. Olívio Tavares de Araújo o descreveu como “um dos maiores e mais sensatos geômetras do país”.